Como Aulas de Dança Podem Impactar Sinais Cerebrais em Pacientes com Doença de Parkinson
- Givago Souza
- há 10 horas
- 1 min de leitura
A discente do PPGNBC, Jade Vilhalva, publicou um artigo no jornal científico Frontiers in Human Neuroscience sobre como a dança poderia modificar os ritmos elétricos do cérebro de pessoas que vivem com doença de Parkinson.

Os autores do estudo usaram eletrodos não invasivos na cabeça de idosos para medir o chamado ritmo Mu, que é um tipo de oscilação cerebral que costuma diminuir de tamanho quando a gente faz ou observa um movimento. É como se o cérebro dissesse que entendeu o movimento a ser feito ou que foi feito.
Neste estudo, pessoas vivendo com doença de Parkinson participaram de aulas de dança por duas vezes na semana durante meses. Eles fizeram avaliações da atividade cerebral antes e depois do período das aulas.

Os resultados mostraram que após o período de dança, houve diminuição acentuada do ritmo Mu em regiões do centro do cérebro comparado com o período anterior ao dos treinos de dança. As áreas com maior diminuição do ritmo Mu foram justamente áreas relacionadas a processamento sensorial e motor. Este estudo mostra que a dança não apenas melhora o movimento em pessoas vivendo com doença de Parkinson, mas também está associada a mudanças mensuráveis no funcionamento do cérebro, sugerindo ativação de mecanismos de neuroplasticidade.
Então, você uma sugestão? Levanta e dança :) !!!
Comentários